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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Qual o seu eletrochoque?


Já faz um tempo que não escrevo. Confesso que estou passando por um pequeno bloqueio criativo, mas acho que isso deve ser algo normal.

Na verdade as ideias continuam na minha cabeça, mas cada vez que eu abro a página para escrever parece que tudo some. Mas eis que hoje achei um combustível e as ideias se organizaram (Eba!).

Eu estava vendo um vídeo no TED sobre como o cirurgião Sherwin Nuland superou a depressão através do eletrochoque (link aqui). A experiência dele foi incrível, mas o que realmente desencadeou meu processo criativo foi a mensagem que ele passa ao final.



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Os 4 conselhos de Walter Orthmann - Por Michel Téo Sin

I’ve Got You Under My Skin by Frank Sinatra on GroovesharkDê o Play!


Hoje o post não é meu, mas achei lindo e quero compartilhar.

Imagina trabalhar por 75 anos na mesma empresa? Bom, o Sr. Walter Orthmann trabalha. Perceba que eu não disse trabalhou. Sim. O verbo está no presente! Com 91 anos ele continua trabalhando no mesmo lugar que sempre trabalhou.

E a história toda me lembrou meu avô, que com mais de 70 anos continua trabalhando. E quem diz que ele deveria parar por estar velho geralmente escuta: "Velha é a sua cabeça!".

E é por essa matéria ter me lembrado do meu avô que, se você deu o play, vai estar ouvindo Frank Sinatra. Meu avô que me mostrou e eu achei legal colocar! 

Então vamos aos conselhos?

Esse é o fofo do Sr. Walter

Quem teve o total prazer de entrevistar o Sr. Walter foi o fotógrafo Michel Téo Sin (site dele AQUI), que vendo toda a disposição e boa vontade do Sr. Walter, pediu um conselho sobre a vida, e, para sua surpresa, acabou recebendo quatro.

Esses foram os conselhos:

1º: Tenha uma ocupação produtiva
De acordo com ele, todos os amigos dele envelheceram muito rápido depois de se aposentar e que isso é por causa que o “velho” não tem nada que fazer, dorme até tarde, tira um cochilo no final da tarde e fica sem sono e reclamando da vida de noite e incomodando os mais novos. Ele falou que mesmo aposentada a pessoa tem que se ocupar com coisas produtivas para exercitar o corpo, a mente e a alma. Por isso que ele não pensa em parar de trabalhar.

2º: Trabalhe no que você gosta
Quando uma pessoa trabalha no que gosta, independente se é como gari ou diretor de empresa, a pessoa trabalha com prazer e isso acaba a destacando da massa. E por causa deste reconhecimento que o sucesso e as conquistas acabam acontecendo. Fiquei emocionado quando ele falou que percebe que eu trabalho no que gosto e assim vou para frente.

3º: Perdoe
Para o Sr. Walter, uma das coisas mais importante que existe na vida é o ato de perdoar. Perdoe e peça perdão pois assim você transforma algo ruim em algo bom. Você não cria inimigos e na vida não há coisa pior que arrependimentos.

4ª: Trate todas as pessoas de forma igual
Seja gentil com todas as pessoas e as trate de forma igual, seja homem, mulher, jovem, idoso, gari ou diretor de empresa pois precisamos da função de todas elas para vivermos. Ele disse que conseguiu conquistar tudo o que queria na vida graças a cada uma destas pessoas. Com orgulho me contou que pagou os estudos de todos os filhos, ajudou nos dos netos e bancou todas as festas de casamento dos filhos e netos (o filho mais velho tem 60 e poucos anos e o neto mais velho 40 e poucos).”

Provavelmente você já ouviu tudo isso né? São coisas super simples que tornam nossas vidas muito mais leves. E no fim, mais uma vez, é possível observar que seu trabalho tem que ser uma parte de você, algo sem o qual você não possa viver (e não estou nem de longe me referindo à dependência financeira, ok?) e que a forma como você trata as pessoas e ocupa seu tempo faz toda diferença para que a vida seja plena e feliz.

Bom, que tal colocar em prática agora?

Topa?

Texto completo no blog do Michel: Os 4 conselhos de Walter Orthmann

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ciclos - e a vida renasce!

Counting My Fingers by Maz Totterdell on GroovesharkJá sabe do PLAY, né?


Você já reparou que na natureza tudo tem um tempo de acontecer?

Um ornitorrinco vive de 10 a 15 anos. A Ordem dos efemerópteros (um tipo de inseto) possui indivíduos que vivem cerca de 24 horas. Há uma espécie de água-viva que não morre.

Alguns afirmam que a árvore mais antiga do mundo possui 4.845 anos. Meus temperos não sobrevivem mais do que algumas semanas.

Mas há uma coisa a qual nenhum indivíduo, independente do tempo de vida, consegue escapar: as etapas que constituem o ciclo vital.

Você pode simplesmente lidar com elas aceitando que elas precisam acontecer ou você pode pular algumas. Ambas as decisões tem consequências. Basta você saber com quais vai querer conviver.



Escolhi escrever sobre isso porque, mais uma vez, estou passando por grandes mudanças na minha vida e conheço muitas pessoas que não sabem lidar com esse tipo de mudança.

Conheço algumas meninas que quiseram ser mulheres muito cedo e hoje sentem que falta alguma coisa. Conheço pessoas que não perceberam que algumas etapas já deveriam ter ficado para trás e dessa forma nossos caminhos se afastaram, por incompatibilidade mesmo. Mas como eu disse, cada uma dessas decisões tem consequências.

Eu entendo toda mudança como um ciclo, e algo a ser respeitado e creio que vivi cada etapa muito bem, extraindo o máximo de cada uma delas.

Acredito que a forma de se viver uma vida mais leve seja respeitando ciclos e etapas. Assim como na natureza tudo tem um ciclo, e precisamos entender que nossa vida, nossos planos e nossos sonhos tem ciclos também. Não acredito nessa visão onde todos nossos desejos devem ser realizados agora sem respeitar o tempo das coisas acontecerem. Acredito em etapas, em ciclos.

Devido a essa necessidade de alimentarmos desejos imediatistas acabamos pulando ou adiantando esses ciclos, o que, em algum momento pode causar frustração e aquela sensação de que falta algo.

Não adianta brigar com o que deveria ser natural. Há tempo de viver e de morrer, de ficar e de partir, de deixar ir e de perseguir. É assim, sempre foi. Dói? Sim, as vezes dói muito. Mas passa! É a mágica de deixar morrer para ver nascer o novo.

É o ciclo da vida!

Já tive que deixar a casa dos pais, amigos, cachorro, certezas e mais um monte de coisas para recomeçar em outro lugar. E logo terei que deixar algumas coisas para trás novamente - faculdade, empresa júnior, vida de morar com outras pessoas - mas é mais um ciclo. Eu poderia ficar? Sim, lógico que poderia. Mas um novo ciclo seria quebrado. E eu não quero perder nada da minha vida, nenhum ciclo.

Eu posso lutar contra isso e alguns poderiam dizer que eu até devo, mas eu prefiro deixar o ciclo acontecer. E por entender isso estou plenamente leve!

Esses dias li um texto e gostei muito dessa parte (texto completo aqui):
"Nas coisas que queremos e que gostamos, não suportamos o fim. Queremos eternidade naquilo que é finito. Nem tudo precisa morrer completamente (...) E se não morre o que precisa, vem a rigidez, o novo não nasce e a vida se vai..."

Então se conheça e tente entender seus ciclos. Se conheça e respeite seu tempo. A mudança é necessária para que a vida aconteça, para que a vida se renove. E a vida assim é leve.

Meu conselho: não tente engessar o tempo e nem adiantar o relógio. Deixe as coisas fluírem que todas as peças se encaixam - dentro do seu próprio tempo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Onde a grama é mais verde?

Island in the Sun by Weezer on GroovesharkDê o PLAY!

Depois de todas as festas, comidas, fogos de artifício e uma paradinha estou de volta com uma pergunta: quem nunca ouviu que a grama do vizinho é sempre a mais verde?

Quem nunca parou tudo para ficar olhando a grama alheia?

Chega de ficar olhando a grama do outro. Enquanto isso a sua deve estar secando.


Nós como seres pertencentes à essa espécie pensante temos a constante necessidade de compararmos tudo a nossa volta com alguma coisa. E é lógico que nós não poderíamos deixar de nos incluir nessas comparações.

O problema é que as vezes passamos tanto tempo olhando para as conquistas dos outros que deixamos de correr atrás das nossas próprias vitórias. E o maior problema que isso gera nas pessoas que agem dessa forma é que o padrão buscado talvez nunca seja alcançado e isso acaba gerando frustração desnecessária.

Desculpe informar, mas sempre haverá alguém melhor do que você em alguma coisa! Alguém com uma habilidade melhor, alguém que saiba cozinhar melhor, alguém com o cabelo mais bonito, alguém mais rico, enfim, alguém com a grama mais verde.

Quem só corre atrás de superar os outros acaba vivendo a vida dos outros. Talvez esse seja o estilo de vida preferido de alguns, mas eu questiono qual o verdadeiro sentido de viver assim. Viva a sua vida. Supere-se. É você com você. As pessoas mais bem sucedidas que eu conheço nunca viveram de comparação, mas sempre viveram de superação. De superar a si mesmas.

Então viva seus sonhos, daquela única forma que eles podem ser vividos: por você!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Um presente - um ponto


Hoje eu assisti um vídeo onde uma pessoa oferecia algo brilhante! Capaz de mudar para sempre a sua vida.

Enquanto ela falava, confesso que pensei: "puxa, eu quero esse presente!".

Mas, vejam o vídeo:




Talvez agora ninguém mais queira esse presente.

Agora imagine coisas ruins que já aconteceram com você? Você simplesmente lamentou ou procurou o lado bom daquilo?

Nós estamos extremamente acostumados a reclamar e só ver o lado ruim das coisas. Vivemos os tempos do "só vende se tiver sangue". E isso cria uma visão totalmente pessimista do universo e de tudo o que está nele e acaba influenciando o modo como pensamos.

Você deixa de tomar algumas decisões pensando somente no quanto poderá sofrer e ignora totalmente a felicidade que pode vir junto com essas escolhas. Ver o lado ruim é sempre o mais comum, e é assim que somos criados. É quase uma questão de sobrevivência.

E quando coisas ruins acontecem é usual que a gente se apegue ao fato e não a todas as experiências que aquela vivência pode nos trazer. Nem tudo o que provém de algo ruim é ruim.

Podemos tomar por exemplo o caso da pessoa do vídeo. Ela poderia ter se afundado, presa ao fato de ter câncer. Mas olhar tudo o que veio de bom com isso fez dela uma pessoa fantástica!

Se trata apenas do ponto de vista, e todo ponto de vista é a vista de um ponto. UM PONTO! E você vai deixar que um ponto determine seu comportamento e sua vida?

Comece observar toda energia, alegria e amor que sai desse pontinho e se torne instantaneamente mais feliz. A vida é melhor do que a gente pensa. A vida é melhor do que a gente acredita.

Vamos fazer um teste? Hoje, antes de dormir, você tem uma missão: pegue uma folha e anote cinco coisas boas que aconteceram hoje com você. Só cinco! Nem que sejam as mais banais.

Se a experiência for boa, amanhã faça de novo, e de novo, e de novo, até que se torne um hábito.

Quer mais um desafio? Pegue uma dessas coisas boas que aconteceu com você e faça por alguém amanhã. Quando você faz algo legal para alguém duas coisas acontecem: essa pessoa fica feliz e você fica mais feliz.

Então chega de nuvem cinza! Deixe o céu abrir e curta o sol!

Lembre-se, é apenas um ponto...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Inspire-se: Livros - Escolha sua vida

We Found Love (ft VenTribe) by Lindsey Stirling on GroovesharkAntes de qualquer coisa dê o PLAY! Eu escolho a música pensando em você!


Hoje eu decidi escrever sobre mais uma coisa que me inspira: livros!

Desde os de ficção até romances e de auto-ajuda. Gosto de todos e sempre tento tirar alguma coisa de proveito das histórias, por mais absurdas que possam ser.

Há um tempinho atrás eu comprei um livro e finalmente, nesse fim de semana, ele chegou!

Qual é o livro? Esse aqui:



Se tratando de livros com histórias reais eu prefiro aqueles que me fazem entrar na vida da pessoa e sentir mais ou menos o que ela sentiu. Que fazem com que eu queira vivenciar as mesmas coisas que o sujeito vivenciou e que, através da vivência desse sujeito, eu possa tirar lições para a minha própria vida.

Bom, esse livro traz tudo isso e um pouco mais. Além da história da autora, a Paula Abreu, que por si só já é uma baita lição de vida, o livro ainda traz exercícios para que você comece a viver a sua própria vida com ferramentas super práticas e que só exigem um lápis e um pouco de reflexão.

Não é mágica, não é receita de bolo, mas sim a primeira plaquinha indicando os milhares de caminhos que se pode seguir. Por isso esse livro é ótimo, principalmente, pra quem está perdido.



Tá, mas como esse livro pode me ajudar?


Simples, se você tem aquela vozinha dentro de você que vive dizendo que alguma coisa não vai bem, acho que nesse livro você pode descobrir o que é que te incomoda.

Nele você pode descobrir, dentre outras coisas, quem é você, quais seus valores, propósito de vida e quais as pedras que você pode encontrar no caminho.

Como eu disse anteriormente, não é mágica. Não é como a lâmpada mágica do Aladin, que você esfrega sai um gênio e muda sua vida.

Para que toda mudança ocorra é necessário ação. A Paula oferece as ferramentas, mas se você não se dedicar o resultado não vem.

Se você procura se conhecer um pouquinho mais e saber do que você é capaz acho que esse livro é fantástico! Vale MUITO a pena dar uma conferidinha...

E não me venha com a desculpa que não sabe aonde achar. Eu comprei o meu baratinho pela internet e em menos de duas semana estava em casa.

Então eu te desafio a comprar o livro e ver a mágica que só as suas ações podem fazer. O seu maior sabotador é você mesmo, então vai e faz! Respire fundo e dê o primeiro passo, afinal:



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Respondendo perguntas - Tudo o que você queria saber sobre o coaching

Fidelity (Album Version) by Regina Spector on GroovesharkAntes de qualquer coisa: dê o PLAY!

Sempre que eu digo que quero ser coaching as pessoas me perguntam várias coisas a respeito. Desde se isso "dá dinheiro" até qual a diferença entre o coaching e a psicologia.


Eu sempre tentei responder essas duas perguntas pautada em coisas que eu li e aprendi, mas sempre surgem várias outras perguntas. Assim, eu resolvi juntar algumas delas aqui e respondê-las.

Para isso eu pedi ajuda de dois coaches super queridos: a Carolina Nalon e o Felipe Nastari.



Eles se prontificaram a responder algumas das questões mais frequentes que podem surgir para quem ainda está conhecendo o coaching ou para quem já ouviu falar, mas ainda não sabe bem o que é.

Se, de repente, surgir qualquer outra pergunta é só enviar ali no menu "Me conte a sua história ou deixe sua pergunta". Ficarei super feliz em responder.

Espero que gostem! Vamos lá?


1. Os benefícios para um coachee são inúmeros e são extremamente fáceis de serem numerados e listados, mas quais são as vantagens de ser um coache?

CAROLINA - Para ser coach é importante que você tenha três valores principais: uma vontade enorme de ajudar os outros, uma vontade pessoal de crescer como ser humano e espiritualmente, e ter um interesse sincero pelas pessoas e seus sonhos. Eu tenho muito forte todos esses três em mim e foi unicamente através do coaching que pude satisfazer todos esses valores em uma só profissão. Eu tenho um carinho enorme pelas pessoas que cruzam o meu caminho e o caminho da minha empresa. E não tem dinheiro que pague a satisfação que um cliente tem com o seu trabalho.

FELIPE - Acredito que depende de cada um. Para mim, as vantagens são liberdade de poder montar minha própria agenda, possibilidade de contribuir positivamente com o desenvolvimento de vida das pessoas, utilizar minhas forças e talentos na potencialidade máxima, lidar com pessoas, reconhecimento e realização profissional, autoconhecimento, performance em meus negócios, clareza e assertividade nos planejamentos e plano de ação.



2. Quais são as principais dificuldades pelas quais um coach passa?

CAROLINA - No início a principal dificuldade é aprender a empreender. Não basta ser um bom coach, para ser coach no Brasil é importante ser um bom empreendedor e não são muitas pessoas que estão dispostas a passar pelos desafios do empreendedorismo.

FELIPE - Ao se tornar um Coach, você automaticamente se torna um empreendedor, e isso é um desafio e tanto. Agora é você quem corre atrás dos clientes, e o seu sucesso depende única e exclusivamente de você. Diferentemente de se trabalhar em uma empresa, onde você consegue, de certa forma, se esconder e se manter em sua zona de conforto, ao se tornar um Coach você passa a ter inúmeros desafios em sua vida. Estratégias empresariais, marketing pessoal, finanças, negócios, divulgação, vendas, relacionamento interpessoal, persuasão, etc., são itens indispensáveis de aprender para ser um Coach de sucesso.



3. Quais são as diferenças entre o trabalho de um coache e o trabalho e um psicólogo?

CAROLINA - A resposta default é: o coaching é um processo mais pragmático, com início, meio e fim e foco no futuro para que você conquiste um objetivo específico.
Agora, eu não gosto muito de definir o que é terapia. Não sou terapeuta por isso não acredito que tenho propriedade de encaixar a terapia em uma definição só. Existem muitos tipos diferentes de terapia e cada uma tem sua própria definição, princípio, etc. Existem terapias que estão mais próximas da proposta do coaching, por exemplo, terapia cognitiva e psicologia positiva. As que experimentei até hoje foram: bioenergética e a terapia tântrica. Gostei muito de ambas, que me serviram para visualizar coisas da minha vida que o coaching não me faria visualizar. Eu me interesso por tudo que tem a ver com autoconhecimento e acho que esse deveria ser um dos principais investimentos que as pessoas fazem nelas mesmas. Também acredito que para cada pessoa existe uma abordagem que funciona mais, comigo é o coaching.

FELIPE - Um Coach trabalha com um foco no futuro, leva o cliente do estado atual ao estado desejado em um curto período de tempo, utilizando ferramentas específicas muito mais voltadas ao autoconhecimento, clareza, especificação de objetivos e plano de ação. Além disso, o trabalho de um Coach tem uma estrutura pré-definida, um começo, meio e fim. Já o psicólogo tenta entender o passado do cliente para ressignificar e elaborar experiências passadas, de modo que ele possa ter uma vida melhor hoje, e esse processo pode durar anos.



4. Quando o coachee tem algum problema passado que impede que ele tenha conquistas futuras (e isso acontece de monte), quem trata disso, o coache ou o psicólogo? Ou os dois juntos?

CAROLINA - Acredito que depende muito do escopo do problema. O psicólogo trata desses bloqueios de uma forma muito mais profunda. No meu caso, minha especialidade é coaching de carreira. Se o cliente teve um fracasso profissional no passado eu me sinto habilitada para trabalhar esse bloqueio dele. No entanto, muitas vezes os bloqueios são causados por experiências familiares, nesse caso eu indicaria um psicólogo ou um coach relacional.

FELIPE - Se realmente o impede de ir adiante, trabalhar antes com um psicólogo é altamente recomendável, senão o processo de Coaching não terá nenhum resultado e sucesso, e o fracasso do cliente, é o fracasso do Coach, então existem casos que o Coach deve ser claro e encerrar um processo de Coaching caso o cliente não esteja aproveitando o processo.



5. Em algumas profissões a conexão que se estabelece entre ambas as partes (contratante e contratado) faz com que laços sejam criados e os resultados comemorados. Com o coach é a mesma coisa? Ele também sofre com as derrotas dos coachees e vibra com as suas vitórias? Como é possível manter o equilíbrio emocional nesse trabalho?

CAROLINA - Hahahaha Sim! Eu penso MUITO nos meus clientes. Todos os domingos à noite eu penso: “o que vai acontecer com eles essa semana? Quais são as tarefas que eles vão ter que fazer?”. Eu não acredito em derrotas, acredito em aprendizados por isso não sofro com nenhum dos resultados dos meus clientes, mas certamente comemoro quando vejo eles tendo atitudes corajosas e congruentes com quem eles são/querem ser de verdade.
Meus clientes nunca me desiquilibraram emocionalmente. Pelo contrário, tem dias que estou super cansada antes da sessão e logo depois de atender alguém me sinto reenergizada novamente. Doar-se para alguém é algo extremamente energizante e gratificante. Se você sofre por causa dos resultados dos seus clientes acho que você tem que resignificar o que um cliente representa para você. O papel do coach não é salvar a vida de ninguém, se o cliente não faz o que ele se propõe a fazer talvez ele não esteja preparado para passar por um processo de coaching naquele momento.

FELIPE - Com certeza, Coaching é igual à performance, resultados, conquistas, melhorias na vida, etc., então com certeza cada vitória é comemorada. Eu não diria que um Coach sofre com as derrotas de um Coachee, pois um dos pilares é a Melhoria Contínua. Não nos deixamos abater, extraindo os aprendizados de cada experiência mal sucedida do cliente. Quando ele aprende algo com aquilo, definitivamente, não houve fracasso algum. Um Coach é orientado para o sucesso, superação e conquistas. Não só isso, um Coach sabe muito bem o potencial que existe ali dentro de cada cliente, e cabe ao Coach extrair o melhor de cada um. Então se você está bem preparado e consegue fazer isso, não tem porque de abater emocionalmente, você sabe que o resultado é uma questão de tempo.



6. E isso leva a outra pergunta: O quão bem o coache deve conhecer o coachee? Como o coache descobre as limitações, medos e vontades do coachee?(O que foi apontado é que tudo isso não fica no superficial da pessoa. O que ela acha que quer e acha que consegue ou não consegue está mais relacionado às limitações próprias que nem sempre são evidentes, então como o coache lida com isso?)

CAROLINA - Acho que quanto mais você conhece seu coachee melhor, no entanto, o papel do coach é fazer com que o coachee se conheça, muitas vezes (na maioria) nem ele mesmo sabe o que é ou o que quer! Então não dá para ter essa expectativa do “conte-me quem você é para eu poder te ajudar” a ajuda é exatamente ajuda-lo a descobrir quem ele é.

FELIPE - Precisamos conhecer apenas o objetivo do cliente, a princípio. Ao especificar o objetivo existem outras ferramentas onde iremos descobrir seus medos e limitações. Faz parte do processo encontrar recursos que o levem a sua conquista, seja esse recurso dinheiro, tempo, conhecimento, controle emocional, pessoas, etc., e a partir dai definimos o que o coachee vai fazer para entrar em contato com o recurso necessário, dando os primeiros passos em direção ao seu objetivo. Pode ser que no meio do processo o cliente identifique que precisa fazer um curso (de oratória, por exemplo, para lidar com o medo de falar em público), então é uma tarefa do cliente. Não cabe ao Coach entender quando este trauma surgiu, o porquê da pessoa ter medo, se ela foi rejeitada na infância, etc.
O que o cliente ACHA ou não são, na maioria das vezes, crenças. Estas crenças podem ser limitantes ou possibilitadoras, e se forem limitantes existem ferramentas específicas para lidar com elas. Não existe nada que outro ser humano já conseguiu que qualquer outra pessoa não consiga, então se o cliente ainda não adquiriu o conhecimento e habilidade necessária para conquistar algo, vamos descobrir o que é isto e como chegar lá da forma mais rápida e assertiva possível.


Agradecimentos:

Eu gostaria de super gradecer à Carol e ao Felipe pela grande ajuda e colaboração e por sempre doarem um pouquinho do escasso tempo que eles tem para falar comigo.

E gostaria de agradecer também ao meu queridíssimo amigo Plínio por ter me enchido de perguntas e colaborado para meu crescimento.

E também quero agradecer à todos aqueles que tem acompanhado o blog. Muito obrigada galera! Se tudo der certo logo menos terei notícias fantásticas para todos vocês...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Perder é ruim?

Hometown Glory by Adele on GroovesharkAntes de qualquer coisa: dê o play!

Michelangelo disse uma vez que o melhor jeito de julgar os elementos essenciais de uma estátua é jogá-la de um morro e as peças que não forem importantes vão se quebrar. As vezes a vida é assim, ela nos joga morro abaixo, mas quando atingimos o fim e só restam as coisas mais importantes é quando nossa visão clareia. É quando nos agarramos ao que conhecemos, enquanto a esperança se mexe dentro de nós.
- One Tree Hill



Antes de qualquer coisa eu tenho uma pergunta sobre a qual eu gostaria que você refletisse:

Você já perdeu alguma vez na vida? Pode ter sido alguém, alguma coisa, um emprego, a hora...

Mas você já perdeu alguma coisa que realmente fez falta?

Obviamente você vai responder que sim. Todos nós já perdermos algo de extremo valor algum dia.

Mas o que eu quero realmente é que você feche os olhos e pense nessa perda, pense em como você se sentiu. Onde isso doeu e onde ainda dói eventualmente. Como você se sente a respeito desse sentimento que surge? Como você lida com a perda?

Infelizmente nós somos moldados a não aceitar a perda. A não sentir todas as faces desse sentimento. Somos ensinados a ganhar sob qualquer custo ou então a ignorar o sentimento que surge quando perdemos.

Quem nunca ouviu da mãe: "Pára de chorar menino!"?
Quem nunca ouviu dos amigos: "Não sofre não, ele(a) é que não merecia você!"?

É de fato muito mais fácil passar esse cálice, enxugar as lágrimas e continuar vivendo uma felicidade mascarada de quem nunca perdeu nada. Mas, pense bem, isso é bom?

Eu gosto muito do texto do começo desse post. Principalmente da parte que diz que é exatamente nesses momentos de perda que nossa visão clareia. São nesses momentos que a gente deve buscar significados dentro de nós.

Perder alguma coisa, e poder entender o porque a falta daquilo nos faz sofrer, diz muito sobre o que nós somos e sobre como encaramos a vida. Na minha opinião, perder está estreitamente relacionado à adquirir novos sentidos sobre nós mesmos. É uma clara chance de nos ressignificarmos e adquirir novas experiências.

Mas se continuarmos a viver como se fosse errado perder, como se fosse errado sentir o peso da perda, vamos acabar vivendo de forma menos profunda, menos intensa. Faz parte do jogo não ganhar sempre.

Então não tenha medo de perder! Isso também faz parte do "bolo da vida". Apesar de não ter exatamente o gosto que você gostaria que tivesse, vai lá! Degusta esse pedaço de bolo até a última migalha!

Nós não vamos ganhar sempre, isso é impossível. Então aproveite esse momento e use ele a seu favor! Dê-se a liberdade de sofrer pelo que é sofrível e se reconstrua rumo a uma felicidade mais completa, verdadeira e intensa.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Momento "INSPIRATION" - um help do Mural do Coach

Traffic in the Sky by Jack Johnson on GroovesharkAntes de qualquer coisa: dê o PLAY!

Eu acho fundamental para qualquer pessoa ter alguma fonte de inspiração. E hoje eu vou mostrar um site que é uma super fonte de inspiração.

Já ouviu falar do Mural do Coach?




Um dos sites que mais me inspiram e que eu mais tenho seguido é o Mural do Coach (link aqui), tanto pelos textos (que são ótimos!), quanto por tudo o que eu sei que está por trás dele.

Nele é possível encontrar diversos textos desse incrível mundo do coaching. São textos escritos de uma forma super leve, bem gostosos de ler e que pra mim funcionam como uma pílula de felicidade. Sem contar que muitos trazem insights fantásticos tratando de temas como valores, missão de vida e objetivos, além de apresentar algumas ferramentas super úteis. Vale muito a pena passar horas por lá!

Os autores do texto são todos coaches das mais variadas áreas de formação, o que faz com que os textos tenham muito da identidade de cada um e assim fica ainda mais fácil se identificar com alguns dos temas.

E faltam 21 dias para o novo Mural do Coach. Eu não sei bem o que vai mudar, mas vale a pena ficar de olho e acompanhar. Pelo teaser (Vem aí o novo Mural do Coach!) já é possível perceber que vem coisa legal pela frente.

Espero que vire fonte de inspiração pra vocês também.





terça-feira, 17 de setembro de 2013

Onde a sua mágica acontece?

Last Train Home by Ryan Star on Grooveshark
Uma das coisas que eu aprendi logo no começo da minha caminhada rumo à felicidade é que sair da zona de conforto é essencial para que a gente alcance nosso objetivo.

Saindo dessa tal zona de conforto, logo ali, onde os olhos podem ver mas as mãos ainda não podem tocar, está o lugar onde a mágica acontece.

Vamos descobrir um pouco mais?

 "Sua zona de conforto"  → "Onde a mágica acontece"


Zona de conforto é tudo aquilo que já se tornou um hábito pra nós e está estritamente relacionado com o que estamos acostumados a pensar, fazer e sentir.

Apesar de ser um conceito simples de ser entendido, para alguns é difícil descobrir quais hábitos os prendem e para outros é absurdamente complicado sair da zona de conforto.


Sair da zona de conforto requer mudança...

... E toda mudança começa com o desapego


Para sair desse lugar, onde seus hábitos, sentimentos, emoções e pensamentos te prendem, requer que você se liberte de algumas convicções que, muitas vezes, estão dentro de você desde que você começou a dar seus primeiros passos.

Eu tinha pra mim que eu me formaria iria dar aula ou trabalhar com licenciamento ambiental e é isso aí! Só que quando decidi mudar totalmente o rumo da minha vida eu precisei mudar algumas outras coisas também. Eu sai da minha zona de conforto quando eu descobri que para pagar meu curso de coaching eu iria precisar juntar uma grana. 

Eu pretendo fazer meu curso logo, e assim eu precisei arrumar uma forma de começar a juntar esse dinheiro. Como eu não conseguiria um trabalho por ter grande parte do meu tempo ocupado com coisas da faculdade eu decidi começar a entrar em um negócio independente. Foi aí que eu me tornei uma consultora da Mary Kay.

Como isso fez com que eu saísse da minha zona de conforto? Bom, quem não preferiria ficar em casa ao invés de sair por aí de salto alto e bicicleta com uma maleta super pesada nas costas?

Parece simples, mas no começo foi um pouco complicado pra mim, ainda mais porque algumas pessoas não me apoiaram e isso me colocou um pouco pra baixo.

E isso é outro ponto importante!

Muitas pessoas NÃO vão te apoiar quando você deixar a sua zona de conforto.

Como eu já disse, sair dessa posição requer mudança e, infelizmente, muitas pessoas não sabem lidar com mudanças.

Mas se sair desse lugarzinho onde você habita há tanto tempo é o que vai te fazer feliz: VAI LÁ E ARRISCA! FAÇA!

Saia do lugar onde as mesmas coisas acontecem, sempre na mesma ordem e do mesmo jeito, e vá pro lugar onde a sua mágica acontece.

O resultado com certeza vai ser mágico!


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Nem Sempre Sou Igual no que Digo e Escrevo

Eu simplesmente amo esse texto que eu coloquei logo abaixo (provavelmente você já o conheça). Ele me faz lembrar que ao longo da vida a gente muda, mas no fundo, lá na essência nós somos os mesmos.



Nem Sempre Sou Igual no que Digo e Escrevo

Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.
Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,
Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés —
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma...

Alberto Caeiro


Quem vê as flores, não importa a situação, as reconhece como flores, pois o cheiro, a essência, continuam as mesmas.

Assim é nossa estrada: por mais que a gente mude e pareça outra coisa, vamos ser sempre nós mesmos, sobre os mesmos pés.

Eu sei que ao longo dos caminhos que eu escolher algumas mudanças vão ocorrer, mas eu escolhi ser EU, independente do que aconteça, porque mais do que fundamental do que não se perder no caminho é não se perder de si mesmo.


Mostrando meus passos

Dog Days Are Over by Florence and The Machine on Grooveshark Antes de começar a ler: DÊ O PLAY!

Oi pessoinhas que chegaram até aqui. Que bom tê-los cruzando o meu caminho.



Bom, eu sei que é clichê, mas acho legal começar falando o motivo pelo qual eu criei esse blog.

A função principal é justamente o título dessa primeira postagem: mostrar meus passos.

Oras, oras, mas meus passos para onde?
Bom, a resposta é simples: eu estou indo rumo à felicidade!

Ficou mais clichê ainda né?
Na verdade não! Porque é bem isso que eu estou buscando.


Pra falar brevemente de mim


Eu estou me formando em biologia, mas essa nunca foi minha primeira opção.

Acabei fazendo biologia porque eu sempre gostei de bicho e de planta, e achei que essa seria uma coisa legal pra fazer pra sempre, mas é óbvio que não foi bem assim. Acabei descobrindo que eu não gostava do curso e fui levando. De estágio em estágio acabei fazendo várias coisas diferentes, mas sempre faltava alguma coisa. Aquela faísca, sabe? Até que entrei na empresa júnior aqui da faculdade e fui descobrindo novos horizontes.

Em um dos workshops que organizamos aqui acabei conhecendo uma coach e descobri um pouquinho mais do que ela fazia. Lembro que na ocasião até brinquei com ela dizendo que se nada desse certo eu iria virar coach. Na verdade o que eu não sabia é que em pouquíssimo tempo me tornar uma coach seria meu alvo.

E assim eu estou indo: vou dando meus pulos para conseguir fazer meu curso e alcançar meu sonho de ser coach e ajudar as pessoas que andam por aí perdidas, exatamente como eu estava há menos de um ano atrás!

Bom, esse é o motivo principal pelo o qual eu criei o blog: começar a ajudar as pessoas perdidas através do meu exemplo.

Também vou aproveitar o espaço para mostrar algumas das ferramentas que eu utilizo para manter o foco no meu objetivo e ir cada vez mais longe. E além de tudo isso eu vou publicar textos interessantes que podem te ajudar nesse caminho e algumas coisas que eu uso como fontes de inspiração (principalmente para aqueles dias que eu quero jogar tudo pro ar).

Sei que cada um tem sua estrada, e nem tudo o que pode servir para mim vai servir pra você. E é por isso que eu vou deixar um espacinho pra quem quiser abrir o coração e colocar a sua história e sua trajetória aqui no blog. Além de compartilhar a sua história, você vai perceber que não está sozinho e que tem mais um monte de gente no mesmo barco que você!


Vamos remar juntos?


Pra que você me conte a sua história é só entrar na aba lateral "Me conte a sua história" e eu irei publicá-la. Caso você queira, eu mantenho a sua identidade em segredo.

Então colabore com o blog e passe de vez em quando para dar uma olhadinha.

Espero, além de mostrar como tem sido o meu caminho, poder te ajudar a construir seu caminho.

E no fim da estrada espero descobrir que todo o caminho que eu percorri, além de me levar de encontro à felicidade, tenha servido de atalho ou inspiração para mais um monte de gente.